CIRURGIA RECONSTRUTORA
A cirurgia reconstrutora é realizada em estruturas do corpo cujo aspecto foge do normal, o que pode ser causado por defeitos congênitos, distúrbios de desenvolvimento, trauma ou lesão, infecção, tumores, ou ainda doenças. Comumente ela é feita para melhorar o aspecto funcional, mas pode também ser realizada com vistas a atingir a aparência normal. A cirurgia estética, por outro lado, é utilizada para mudar a forma já normal das estruturas do corpo ou para corrigir o processo de envelhecimento, melhorando a aparência e a auto-estima do paciente. Apesar de nenhuma cirurgia ser capaz de atingir a “perfeição”, os modernos avanços da Cirurgia Plástica podem alcançar ótimos resultados tanto quanto à forma quanto à função.
Alguns exemplos comuns de anomalias congênitas são: marcas de nascença, lábio leporino e deformidades do palato, deformidades das mãos tais como sindactilia (dedos unidos) ou dedos sobressalentes ou ausentes, e desenvolvimento anormal dos seios.
Feridas de queimadura, lacerações, crescimentos e problemas relacionados à idade são considerados deformidades adquiridas.
Como com qualquer cirurgia, podem ocorrer complicações. Embora pouco freqüentes, de uma forma geral são de pequena importância. Essas incluem infecção, hemorragias, hematomas, edemas, dificuldades de cicatrização, e problemas relacionados à anestesia e à cirurgia em si. Como há uma grande variação anatômica e capacidade de recuperação entre os indivíduos, o resultado final nunca é completamente previsível.
Há uma gama de fatores que podem aumentar o risco de complicações na recuperação. Em geral, um paciente é considerado de mais alto risco se for fumante, apresentar doenças do tecido conectivo, apresentar áreas de pele danificada devido a radioterapia, possuir circulação inferior em volta da área da cirurgia, for portador do HIV ou apresentar sistema imunológico deficiente, se for mal nutrido, ou ainda se o paciente toma regularmente aspirina ou outra medicação que afete a coagulação do sangue.
O tamanho, natureza e extensão da ferida ou deformidade determinarão qual opção de tratamento será escolhida e com que rapidez a cirurgia será realizada. A cirurgia reconstrutiva freqüentemente demanda um planejamento complexo e pode requerer vários procedimentos a serem realizados em etapas. O cirurgião quase sempre optará primeiro pelos tipos menos complexos de tratamento (como o simples fechamento de uma ferida), podendo chegar a procedimentos muito mais complexos (como microcirurgia para reimplante de membros), favorecendo o modo mais direto e menos complexo de atingir o resultado desejado.
Nem sempre é possível prever como o crescimento afetará o resultado. Por isso, uma criança em desenvolvimento deverá ser acompanhada regularmente em longo prazo de modo que sejam feitas cirurgias adicionais ao longo de seu desenvolvimento.
A avaliação de uma ferida quanto ao seu tamanho, gravidade, e características (se há ausência de pele, quais nervos ou músculos foram danificados, e se a sustentação foi afetada), levarão o cirurgião a decidir o tratamento mais adequado de uma ferida.
Dentre os procedimentos mais simples está o fechamento direto é geralmente realizado em feridas localizadas na superfície da pele que possuam bordas retas, tais como um corte simples. É dada atenção máxima ao resultado estético, tomando todo o cuidado para que sejam minimizadas as marcas de ponto.
Uma ferida abrangente, de fechamento difícil ou impossível, pode ser tratada com um enxerto de pele. O enxerto é basicamente um retalho de pele saudável que é tirado de uma área do corpo, chamada área doadora, e usada para cobrir outra área onde não há pele ou onde ela se encontra danificada.
A expansão de tecido é um procedimento que possibilita que o corpo produza pele sobressalente pelo estiramento do tecido adjacente. Um balão de silicone (expansor) é inserido por baixo da pele próxima à área a ser reparada, e depois disso, gradualmente preenchida com soro periodicamente, fazendo com que a pele estique e cresça. O período de tempo necessário à expansão do tecido depende de cada caso individualmente, e também do tamanho da área a ser reparada. Este procedimento oferece uma combinação quase perfeita em termos de pigmentação, sensação e textura, o risco de perda de tecido é diminuído porque a pele mantém suas conecções de nervos e sangue, e as cicatrizes são menos aparentes que aquelas de enxertos ou retalhos.
Um retalho é uma secção de tecido vivo que carrega seu próprio suprimento de sangue e é removido de uma área do corpo para outra. A cirurgia de retalho pode re-estabelecer forma e função em áreas do corpo que perderam a pele, gordura, movimento muscular e/ou apoio do esqueleto.
Um retalho local usa um pedaço de pele e tecido subjacente vizinho ao ferimento. O retalho permanece ligado a uma das bordas, de modo que continua a ser alimentado pelo seu suprimento original de sangue, e é reposicionado sobre a área ferida.
Um retalho fascio-cutâneo usa uma secção de tecido que é ligada por um vaso sanguíneo específico. Quando é levantado, ele precisa de apenas uma conecção muito estreita com o leito original para que receba seu suprimento de sangue advindo da artéria e veia de ligação.
Um retalho músculo-cutâneo é usado quando a área a ser coberta necessita de mais massa ou de um suprimento de sangue mais robusto. Esse tipo de retalho é geralmente usado em reconstituições de mama pós-mastectomia, e permanece ligado a seu suprimento original de sangue.
Um retalho livre é uma secção de tecido e pele completamente destacada de seu leito original e colocada em seu novo local, através do ligamento de cada um dos pequenos vasos sanguíneos. Está técnica requer o uso do microscópio cirúrgico e muitas horas de trabalho, assim possibilita a reimplantação de membros amputados ou de grandes áreas de tecido, músculo ou osso de uma parte a outra do corpo mantendo intacto o suprimento de sangue.
Microcorrente, Drenagem Linfática, Eletroporação, Hidratação, Fotomodulação com LEDS e Estimulação Eletrônica Russa, poderão ser utilizados, separados ou em conjunto de acordo com cada caso em particular, para acelerar a recuperação e o resultado pós-operatório. Laser Nd Yag de 1064 nm, LIP (Luz Intensa Pulsada), Carboxiterapia, Thermacool, Cosmecêuticos, Toxina Botulínica e Preenchimentos vários podem complementar e otimizar o resultado final.